SC lidera ranking de carros e motos por domicílio no Brasil e algumas tristes lideranças

Este mês de outubro, tivemos algumas notícias de diferentes setores econômicos ligados diretamente ao trânsito do nosso Estado, e que afetam os mais diversos setores da sociedade. Começando com a notícia da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC) sobre as vendas de veículos, que em setembro de 2013 foram 22,27% mais elevadas que em 2012. O segmento de automóveis e comerciais leves atingiu aumento de 22,70%, enquanto o setor de motocicletas cresceu apenas 3,40%. Já o de ônibus e caminhões teve destaque com alta de 56,30%.

Outra notícia vem do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada dia 24, sobre um levantamento que aponta que 54% dos domicílios no Brasil têm carro ou motocicleta disponíveis para o deslocamento dos moradores. Santa Catarina, porém, é o Estado do Brasil com maior percentual de veículos por domicílios no País (73,4%). A cada quatro domicílios catarinenses, praticamente três têm um veículo particular.

As últimas notícias referentes aos acidentes em nossas estradas também estão entre os mais graves do país nos últimos anos. Santa Catarina tem configurado entre os primeiros lugares no ranking de mortes em estradas federais. Para piorar essa situação, a falta do anel viário no entorno na Grande Florianópolis faz com que caminhoneiros e outros motoristas que cortam o país de norte a sul, tenham que passar por nossas cidades ceifando vidas, e fazendo do trecho Palhoça / São José na BR 101, o segundo mais perigo do país. Como exemplos, vamos citar três diferentes registros, entre os dias 22 e 23 deste mês, envolvendo três caminhoneiros:

1) Morro dos Cavalos em Palhoça, caminhoneiro conduzindo veículo em velocidade incompatível com as condições da via (chuva, trecho não duplicado e ondulação na pista), cruzou a carreta na estrada fazendo com que um ônibus batesse de frente, causando a morte de uma pessoa e ferindo 28.

2) Em outra colisão também em Palhoça, o motorista de um caminhão bateu na traseira de um carro na via marginal, e disse que não parou, pois não viu e nem sentiu nada. Com a batida, uma passageira do carro morreu.

3) Em São José, numa quarta-feira de tempo bom, 23h, numa reta, um caminhoneiro simplesmente passou por cima de moto e motociclista que trafegavam na mesma direção que o caminhão, matando o motociclista e fugindo em seguida.

Para concluir este breve artigo que apresenta números, estatísticas e ocorrências, estudos apontam que Florianópolis possui uma das maiores frotas per capita entre as capitais e tem a pior mobilidade urbana do Brasil. A cidade não possui transporte marítimo, trem, metrô, faixa exclusiva de ônibus ou ciclovias ligando uma região a outra. É quase uma obrigação o florianopolitano possuir o seu transporte individual e o turista quando vem passear também traz o seu. O resultado é caos no trânsito não apenas na capital, mas em todo o entorno, especialmente na temporada de verão.

batalha no trânsito

A educação reduz prejuízos e perdas irreparáveis.

 O objetivo desta matéria não é tirar os méritos da Fenabrave-SC pela venda de seus produtos pois está em harmonia com a política do governo de incentivo ao transporte individual. Ao contrário, queremos elogiar a iniciativa da instituição em promover o 2º Prêmio de Jornalismo Fenabrave-SC, para materiais referentes à conscientização no trânsito, como tema “Educação para um trânsito melhor”. Podem participar do concurso artigos, reportagens, séries de reportagens ou notícias de quaisquer veículos de comunicação sediados em Santa Catarina.

Com amplas campanhas de educação no trânsito, utilizando os mais diversos materiais educativos e amplamente distribuído nas estradas com a presença das Forças Armadas, programas no rádio e TV advertindo os motoristas sobre os perigosos do trânsito, é possível sim conseguir efeitos imediatos sobre o elevado número de mortes em nossas estradas. Porém, somente ações educativas não serão suficientes. É preciso haver uma rigorosa fiscalização com punições exemplares aos infratores contumazes, pois só assim  teremos condições de iniciar um processo de diminuição no número de mortes por acidentes de trânsito, numa batalha que está longe de ter o que comemorar.

Publicado por Guina, o Moto Repórter

Um trânsito melhor é responsabilidade de todos

“O uso irresponsável do carro e sua supremacia em detrimento a outros meios de transporte são os maiores erros no direcionamento das políticas públicas para o trânsito”. A crítica é do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, no fórum de Mobilidade Urbana da capital paulista.

O carro instaurou uma lógica e um estilo de vida que promete liberdade, mas no lugar de ir e vir se tornou uma espécie de cárcere privado. Ironicamente, promete agilidade, mas proporciona a lentidão. Promete ganhar tempo, mas na realidade faz perder tempo.

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Eles entopem os estacionamentos das universidades privadas e públicas, dos aeroportos, dos shoppings, dos supermercados… Estacionar já se tornou um drama! Ter uma vaga cativa – e gratuita – é um privilégio que se assemelha ao da casa própria. Nos grandes centros já é mais caro estacionar do que almoçar. O estresse no trânsito é alto, os engarrafamentos enormes, a irritação é grande, mas ninguém quer abrir mão do carro. E ainda tem mais: quanto mais potente, belo e equipado, melhor.

Mas o fantástico e maravilhoso mundo prometido pelo carro tem um outro lado menos edificante. O carro provoca o caos, confusão, barulho, estresse, poluição, perdas econômicas e, o pior, mata. E mata muito. Números não oficiais apontam que, apenas no ano de 2012 foram registradas cerca de 60 mil mortes no trânsito.

A tragédia da ‘civilização do automóvel’ tem como um dos responsáveis as políticas do Estado que sempre foram generosas com a indústria automotiva. Erigimos o ‘Império do automóvel’ e agora – da prometida sociedade do bem-estar -, ele, o carro, nos empurra para um crescente mal-estar. A mobilidade prometida pelo carro aos indivíduos se tornou fonte de angústia, estresse e sofrimento.

Agora, se os governantes erraram  no seu modelo de desenvolvimento, resta se perguntar o que eu, como indivíduo faço para contribuir com a melhoria tão almejada. Mude essa realidade com atitudes simples!

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Felizmente algumas atitudes já tem sido tomadas por grandes instituições. É o caso da FENABRAVE (Federação Nacional de Veículos Automotores), responsável pelo desenvolvimento da política de representação da categoria. A Federação tem como compromisso encontrar o verdadeiro equilíbrio entre os objetivos e resultados de todas as partes envolvidas no segmento da distribuição automotiva. Ou seja, não é necessário apenas ter produção e distribuição, mas principalmente respeito e crescimento ordenado, visando beneficiar a sociedade como um todo.

Outra mobilidade e cidade são possíveis, mas são necessárias atitudes por parte das pessoas, instituições e governos. É preciso superar a cultura carrocentrista e promover ousadas políticas públicas que invistam pesado no transporte coletivo.

Fonte: Portal Mobilize Brasil – adaptado por Guina, o Moto Repórter.

Melhorar o trânsito sem fazer obras

O trânsito é uma realidade tão dominante no mundo de hoje que é normal as pessoas acharem que dá para reduzir congestionamentos com muito dinheiro: avenidas novas, pontes sobre vales, viadutos por cima dos gargalos… Mas estudiosos já chegaram à conclusão que endeusar o transporte individual foi um dos grandes erros da nossa sociedade. Esta ideia de que ter carro é ser rico ou que ter carro é melhor que o transporte público foi uma ideia de marketing que funcionou muito bem nos anos 70 até os anos 90. E depois, claro, a ficha caiu: como colocar tantos carros para circularem dentro das cidades?

IPI-Carros

E enquanto o endeusamento da indústria automobilística cresceu, incentivada por uma política equivocada de governo, esses mesmos governantes resolveram “esquecer” de melhorar o dia-a-dia de quem não tem condições de comprar um carro, mesmo que fosse aquele Chevette ano 79. Criamos um monstro urbano bem parecido com o Godzila: uma cidade com muitos carros, com pouca fiscalização das leis vigentes e pior: com um transporte público sem qualidade. Aí, claro, você vai perguntar “a culpa é de quem”? A culpa é nossa. Nossa, quando acreditamos nas promessas da indústria automobilística nos deixamos corromper pelo consumismo e pelo status e, principalmente, quando votamos e continuamos a votar em candidatos que deveriam ter melhorado a nossa vida. Em qualquer país desenvolvido o transporte público é tido como referência e necessidade pública básica, tais como saúde, moradia e segurança.

Mas será que existe algo que nós possamos fazer de forma individual? Sim! Existem soluções simples, que atuam sobre o hábito das pessoas, têm custo baixo e ajudam a diminuir o número de carros nas ruas.

O que pode ser feito

As medidas chamadas de TDM (do inglês “Traffic Demand Management”, gestão de demanda do trânsito) incluem providências como escalonar horários de trabalho; incentivo à utilização de modais alternativos ao carro como a carona e o transporte público; adoção do expediente em casa e campanhas permanentes na mídia para que os usuários das vias (pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas) sejam convencidos a adotarem novos hábitos de mobilidade nas cidades.

Logo Trânsito Bacana comVOCÊ

Com baixo custo em relação a qualquer obra de infra-estrutura, o Projeto Trânsito   Bacana Com VOCÊ a qual este site é parte integrante, objetiva a produção de material sobre comportamento seguro no trânsito para o rádio, TV, internet e ações promocionais nas ruas e universidades para a distribuição de material gráfico e adesivo, incentivando as pessoas a adotarem essas novas medidas.

Outra ação nesse sentido que merece destaque é o 2° Prêmio de Jornalismo da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave/SC) com o tema: Educação para um trânsito melhor.

Agora basta as empresas e os indivíduos refletirem sobre o que têm feito pela mobilidade. Enfim, numa cidade cansada de ver grandes obras viárias associadas a irregularidades, é bom saber que medidas de custo irrisório podem funcionar contra os problemas do trânsito.

Fontes: Folha de São Paulo e  Via Trolebus - Adaptado por Guina, o Moto Repórter

Organizações que buscam melhorar o trânsito de Florianópolis se reúnem no aniversário do programa Moto Repórter

O radialista e Moto Repórter Guina e o Professor da UFSC Roberto Oliveira foram alguns dos palestrantes

O radialista e Moto Repórter Guina e o Professor da UFSC Roberto Oliveira foram alguns dos palestrantes

Moto Repórter, programa de informações sobre o trânsito que é transmitido diariamente pela rádio Band FM em Florianópolis completou 4 anos no mês de agosto. Criado e conduzido pelo radialista Agnaldo Silva, o Guina, que circula de moto pelas ruas da Capital e entra no ar quatro vezes ao dia para contar ao vivo como está o trânsito da cidade, o Moto Repórter não está limitando-se a informar os ouvintes: quer também educá-los e motivar as pessoas em prol de uma melhor mobilidade urbana.

Na terça-feira, 20, Guina reuniu na sede da rádio Band FM um grupo de agentes transformadores. O objetivo era discutir ideias e apresentar o trabalho que vem sendo feito em diversos fronts no intuito de humanizar e aprimorar o trânsito de Florianópolis. Estiveram lá: membros do Projeto Vida no Trânsito, criado para coletar, reunir e analisar dados dos diferentes setores que estão relacionados ao trânsito (Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária, etc) com a finalidade de criar um programa de intervenção que diminua o número de acidentes; membros da organização Ritmo das Cidades, que mais uma vez organizará o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro); o professor da UFSC Roberto Oliveira, entre outros.

O próprio criador do Moto Repórter fez uma rápida, porém informativa palestra, em que falou sobre a responsabilidade e o papel da mídia na diminuição do número de acidentes de trânsito e sobre as péssimas condições para se transitar na capital catarinense (a probabilidade de morrer no trânsito de Florianópolis seria 400% maior do que no Rio de Janeiro). Outro assunto abordado por Guina foi o curso de pilotagem defensiva oferecido gratuitamente pela Honda Amauri e VP Moto e ministrado por ele. O curso tem por objetivo minimizar os acidentes envolvendo motociclistas que lideram hoje o número de acidentes com maior gravidade, tais como morte e lesão permanente. Infelizmente tem baixa adesão dos jovens e mais inexperientes justamente por acreditarem que não precisam de aulas de pilotagem.

O evento reuniu especialistas sobre Trânsito e Mobilidade. Da esquerda para a direita: Adriano (Diretor do IPUF), Guina, Patrícia (Diretora do SEST/SENAT Florianópolis) Kátia Rebello (Coordenadora Executiva do Projeto Vida no Trânsito), Andrey (Gerente do SAMU), Dr. André Andujar (Membro da SBOT/SC).

A seguir, confira um bate-papo com o radialislista Agnaldo Silva, o Guina:

MObfloripa - Como surgiu o Moto Repórter?
Guina - Ninguém falava sobre o assunto aqui. Notei que havia boletim de ondas diariamente e nem todo mundo pega onda, então decidi fazer um boletim de trânsito, sair de moto e falar o que está acontecendo. Mas queria fazer uma coisa simpática, sem impor nada ao ouvinte e hoje o programa está estabelecido. Entramos no ar quatro vezes ao dia, 88 vezes por mês, aproximadamente mil vezes ao ano.

MOb - Qual é afinal o papel da mídia como agente transformadora do trânsito?
Guina - É um assunto de interesse de todos, mas que poucos falam sobre. A mídia pode ir além de informar: pode educar e propor algo mais positivo. É preciso trabalhar muito para melhorar o trânsito.

Mob - Por que reunir diferentes agentes para discutir o assunto no aniversário do Moto Repórter?
Guina - Eu nunca tinha feito um aniversário para o programa, mas a Band confia no meu trabalho e me deu o espaço. Acho que formar opinião é o papel da mídia. Procuro centralizar o que está sendo feito, chamo as ONGs e outras pessoas interessadas. O material que foi produzido pelo MOb, por exemplo, é maravilhoso, aprovado pelo Ipuf. Criei o programa em 2009 e, quando foi lançada a Década da Segurança Viária, em 2010, vi uma oportunidade. É um assunto de interesse de todos e que o poder público não consegue resolver os problemas. Talvez o encontro do Moto Repórter vire anual a partir de agora.

Brasil sedia encontro internacional do “Vida no Trânsito”

Palmas (TO), cidade anfitriã do evento

Salvar vidas através de ações para prevenção de acidentes nas vias urbanas. Com este objetivo, o projeto “Vida no Trânsito” vem sendo realizado em dez países, incluindo o Brasil, que sediou, nesta quarta-feira, o III Encontro Internacional de Parceiros do Projeto RS-10 / Vida no Trânsito. O encontro tem como objetivo avaliar e discutir os resultados já atingidos. (Leia a cobertura completa no site da EMBARQ Brasil)

Na abertura, foi lançada a campanha de TV “Bebida no Trânsito Mata”. O filme, parceria entre Prefeitura de Palmas e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), conscientiza sobre o risco do uso de bebida alcoólica e direção. O especialista em segurança viária da Opas, Victor Pavarino, explica que a mensagem é voltada principalmente ao público masculino jovem, que é mais representativo na mortalidade do trânsito no Brasil e a nível mundial, mas  também dialoga com os demais.

A atividade, que ocorre até sexta-feira, é realizada em Palmas (TO), uma das capitais brasileiras beneficiadas. Também integram o projeto Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Teresina (PI).

Hoje, a cidade anfitriã teve a oportunidade de mostrar de perto a efetividade de seus projetos, com a apresentação de um resultado surpreendente: houve redução de 75% nos acidentes com vítimas fatais no período de 2 de maio a 2 de junho deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado, com a operação da Lei Seca.

Na capital tocantinense, o projeto engloba dois programas: “Reduza a Velocidade e Garanta Vidas”, que consiste em intervenções nas vias urbanas para redução de velocidade, como instalação de radares, lombadas, rotatórias, estreitamento de vias, entre outras; e “Direção sem Álcool”, focado na operação “Lei Seca: eu apoio”.

Saiba mais sobre o projeto Vida no Trânsito

 vida no trânsito

O “Vida no Trânsito” é uma ação global criada com foco no planejamento e execução de projetos que visam a diminuição dos altos índices de lesões graves e mortes em acidentes de trânsito em vários países. A meta é a redução de 10% no índice de vítimas graves e mortes em acidentes de trânsito a cada ano até 2020.

Mundialmente conhecida como RS10, a ação tem como coordenadores a a OMS – Organização Mundial de Saúde, OPAS – Organização Panamericana de Saúde, Fundação Bloomberg Philanthopies e Johns Hopkins University (UJH).

Integram o projeto os seguintes países: Rússia, Turquia, China, Egito, Índia, Camboja, Quênia, México, Vietnã e Brasil. No Brasil, as capitais beneficiadas pelo projeto são Palmas (TO), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Teresina (PI).

Para aumentar a extensão do projeto em nível nacional, o Ministério da Saúde, através da Portaria nº 3.023, de 21 de dezembro de 2011, garante o repasse financeiro do Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde para todas as capitais brasileiras, visando a ampliação e a sustentabilidade do Vida no Trânsito. Para mais informações sobre o projeto, acesse o site oficial.

Publicado por Luísa Zottis em 5 de junho de 2013, The City Fix Brasil
Foto: IdeiasVip.com

Exemplos de cidades atuais para as cidades do futuro

cidades do futuro I

Que a população mundial está crescendo, ninguém tem dúvida. Só pra lembrar, em 2011 alcançamos a marca de 7 bilhões de pessoas em todo o mundo! E esse crescimento vai continuar. De acordo com a ONU, em 2050, a população que vive em cidades irá crescer 86% nos países desenvolvidos e 64% nos emergentes.

Mas como as cidades devem acompanhar esse crescimento? Como enfrentar os desafios decorrentes, tais quais a dinâmica demográfica e a mobilidade? Estes serão alguns temas abordados no Seminário Cidades Inteligentes, Cidades do Futuro, que acontece nesta terça-feira, dia 4 de junho, no auditório da Fecomércio-SC, no Centro de Florianópolis. Idealizado pela Federação, pela Prefeitura de Florianópolis e pelo Laboratório Internacional Multi-Institucional (ÁgoraLab) especialistas do Brasil,  Finlândia, Portugal e Estados Unidos irão falar sobre mobilidade urbana, acesso a serviços, qualidade de vida e integração cultural e social.

Algumas das cidades que conseguiram superar seus desafios com a adoção de ações criativas e inovadoras, terão suas experiências apresentadas. A capital da Finlândia, Helsinque, é citada como exemplo de cidade flexível em uma das palestras. Só para se ter ideia, a cidade foi classificada pela revista britânica Monocle como a melhor cidade do mundo para se viver. Por quê? Foram analisados vários quesitos, tais como índices de criminalidade, qualidade do ar, locais para morar, e claro, se a cidade é um centro de inovação urbana em relação à ecologia e aos transportes públicos. Entre outros aspectos positivos, a revista cita que na cidade não há trânsito nem multidões. Com certeza, um ótimo exemplo para as cidades do mundo!

Sobre os palestrantes

  • Eduardo Moreira da Costa
    Professor do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, dá aulas de finanças para empreendedores na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
  • Kent Larson, diretor do Laboratório Changing Places do MIT (EUA).
    Professor que desenvolve pesquisas em três áreas interligadas: habitação urbana flexível, tecnologia pervasiva (que penetra na sociedade) e experimentos de fatores humanos (living labs).
  • Jarmo Suominen
    Além de dirigir o Future Home Institute, trabalha como cientista no MIT e atua como professor no Departamento de Arquitetura. É especialista em estratégias de customização em massa e gerenciamento de experiência do cliente.
  • Praveen Subramani, pesquisador do Laboratório Changing Places do MIT
    Possui título de bacharel e de mestrado em engenharia elétrica e design urbano, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Trabalha com estudos de viabilidade em mobilidade urbana focados em veículos elétricos e energias renováveis na América Latina.
  •  Álvaro Oliveira, presidente da Alfamicro, de Portugal
    Doutor em Engenharia de Telecomunicações pelo University College London, professor na Universidade de Aalto, em Helsinque, na Finlândia. É membro fundador da Rede Europeia de Laboratórios Vivos, entidade que presidiu por dois mandatos. Desenvolve, como diretor da Alfamicro, a implementação de projetos de transferência  tecnológica para pequenas e médias empresas.

 O evento é gratuito, aberto ao público e será transmitido em tempo real pela internet no link abaixo: 

http://tvled.egc.ufsc.br/aovivo/

seminário cidades inteligentes

Seminário Cidades Inteligentes, Cidades do Futuro
Quando: 4 de junho
Onde: Auditório da Fecomércio-SC, Rua Felipe Schmidt, 785 – Centro – Florianópolis
Horário: a partir das 14h30min

Fontes: Notícias Fecomércio-SC; Notícias Prefeitura Municipal de Florianópolis; Jornal Notícias do Dia; Diário Catarinense; Notícias UFSC; Terra Turismo

Aplicativos para trânsito e transportes


Na era digital em que vivemos, a tecnologia está cada vez mais acessível às pessoas e para atender à grande procura, milhares de aplicativos são criados para distrair os usuários ou facilitar sua vida. Esses aplicativos – ou APPs, como são conhecidos – nada mais são do que programas de computador com funções específicas. Em geral, são destinados a quem está usando a internet móvel.

Não é de admirar que existam também muitos aplicativos direcionados para o uso dos transportes e condições de trânsito. Um destes, bem conhecido é o Waze, que procura manter os usuários atualizados sobre acidentes, problemas nas estradas, congestionamentos, através de informações fornecidas pelos próprios usuários. Outros aplicativos não são tão conhecidos, mas também são eficientes. Abaixo, alguns destes estão listados.

Estacione (iOS e Android, grátis) – Está perdido? Não conhece bem a região? Quer saber as opções de onde parar? O Estacione é para você. Usando os recursos de geolocalização de seu smartphohe, ele mostra num mapa sua localização atual e os locais para estacionar mais próximo. Guarda também um histórico de suas buscas.

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Fale transito (Windows PhoneAndroid e iOS) - Permite a consulta de informações de trânsito de ruas e estradas de diversas cidades, apenas por voz. É só falar o nome ou partes do nome de determinada via que o app mostra (e também lê em voz alta) para você informações sobre a via e as condições atuais de tráfego. Basta selecionar a cidade desejada e pedir a informação.

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Busão SP (Android, grátis) -Este app, voltado para a capital paulista, mostra todos os pontos próximos, via geolocalização, e a distância até eles, em metros; clicando em um ponto, você encontra todos os ônibus que passam por ele.

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Dá também para visualizar a movimentação de veículos em tempo real, buscando o itinerário de todas as linhas (inclusive por pontos), no mapa.

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Habilita (Android, grátis, versão paga R$ 4) – Este app traz um completo banco de questões (100 na versão gratuita) para quem vai prestar o exame teórico para obter a CNH no Detran. O app mede o tempo da prova com 30 questões, assim como no teste de verdade, dá a sua nota ao final da avaliação, com a porcentagem de acertos, e avalia suas respostas, informando o que você precisa estudar mais. A versão paga traz 400 questões e pode fazer simulado por categorias: direção defensiva, mecânica, legislação, placas, primeiros socorros, etc

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Social Fuel (Android, grátis) – Encontre os postos de gasolina mais próximo e veja, na tela de seu smartphone, os preços dos combustíveis em todos eles, economizando na hora de abastecer. O app apresenta ainda uma tabela com avaliações dos postos e guarda seu histórico de abastecimentos, gerando gráficos de consumo e preços pagos a cada abastecida.
O Social Fuel ainda permite que você cadastre vários veículos, adicionando notas e lembretes de manutenção.

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Moovit (Android e iOS, grátis) - Este app calcula rotas de transporte público (metrô, trens e ônibus) com base em informações fornecidas em tempo real por outros usuários do app. No Brasil, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo estão disponíveis. De acordo com o relato dos outros usuários,  o app aponta a melhor rota entre os diferentes tipos de transportes públicos de acordo com relatos de outros usuários. O Moovit mostra ainda a movimentação dos veículos em tempo real e também traça rotas a pé. Acha estações próximas e permite compartilhar as rotas com outros usuários do aplicativo. Também é muito útil para viagens, pois funciona em várias capitais do mundo.

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Pedala São Paulo (Android, grátis) - Este app leva para a tela de seu smartphone o mapa completo das rotas de bicicleta na capital paulista - informações ciclísticas sobre ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas. Ele permite destacar e organizar, no mapa, suas rotas para passeios, treinos ou mesmo deslocamentos entre várias regiões da cidade, destacando todas as vias preparadas para uso de bicicletas em seu trajeto. Faz o link das suas rotas preferidas, divididas por regiões.

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Olho na Estrada (iOS e Android, grátis) - Este app exibe imagens das concessionárias das estradas em tempo real nos estados de São Paulo e Paraná. Tem rodovias como Anchieta, Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Tamoios, Imigrantes, Raposo Tavares e outras, muitas delas com mais de numa câmera disponível. Muito útil para olhar antes de sair de casa. Permite a consulta de rodovias por siglas e também o cadastro de suas estradas favoritas.

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Transito SP 2.0 (Android, grátis) - Bases de dados da CET, Metrô e ViaQuarto alimentam em tempo real as informações de trânsito da capital paulista neste app. Mostra o trânsito em km nas áreas monitoradas por região, apresentando as porcentagens dos congestionamentos em relação ao total de vias, e também permite a consulta por corredores e eixos.

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Diferenciais: o app permite visualizar em tempo real as ocorrências, como acidentes, que acabam travando a circulação nas principais vias da cidade, minuto a minuto; e mostra a tendência do trânsito aumentar, permanecer igual ou diminuir em cada via.

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Fonte: Blog Daniel Gonzales, Estadão